3 dicas para fazer um planejamento de caixa eficiente! 3 dicas para fazer um planejamento de caixa eficiente!
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3 dicas para fazer um planejamento de caixa eficiente!

A saúde financeira de uma empresa depende de inúmeros fatores e, certamente, o planejamento de caixa é um dos mais importantes e merecedor de atenção especial de proprietários e gestores. Afinal, é o fluxo de caixa que determina se as obrigações mensais, fixas e variáveis, serão honradas da forma adequada.

É essa capacidade de arcar com os compromissos assumidos, bem como com despesas que surgem no caminho, que faz com que as empresas possam continuar a desenvolver suas respectivas atividades econômicas. Em outras palavras, é a saúde financeira que afasta a falência de uma empresa, e isso demanda planejamento.

Quer saber mais sobre o planejamento de caixa e como ele pode ser aplicado na sua empresa? Selecionamos as 3 principais dicas sobre o tema para ajudar você. Confira!

1. Conheça os tipos de fluxo de caixa

Antes de tratar de questões específicas relacionadas ao planejamento de caixa, é necessário explicar quais são os tipos, que estão elencados abaixo.

Fluxo de caixa operacional

Abrange as receitas e despesas de uma empresa em determinado período, e dele são extraídos os resultados obtidos pelo negócio e as oscilações sobre o capital de giro. Embora aponte questões importantes para o planejamento, ele não contabiliza os investimentos ou a necessidade do mencionado capital de giro.

Fluxo de caixa direto

É uma metodologia bastante adotada por empresas, pois separa as receitas e despesas em classes e as considera na forma bruta, ou seja, sem descontos. Seria possível, por exemplo, separar as receitas como advindas de pessoas físicas ou jurídicas, e as despesas por classes como fornecedores, aluguéis, tributos, funcionários e prestadores de serviço.

Fluxo de caixa indireto

O fluxo de caixa indireto é realizado de forma distinta das demais, pois considera, principalmente, as variações patrimoniais. Por exemplo, a depreciação dos bens da empresa são extremamente relevantes para essa metodologia, enquanto receitas e despesas são menos importantes.

Fluxo de caixa projetado

É o que permite ao empreendedor planejar os próximos passos para o seu negócio, como as oportunidades de crescimento e quais investimentos serão feitos e estratégias que serão adotadas para aproveitá-las.

Fluxo de caixa livre

Analisa a capacidade que o negócio apresenta para gerar capital no curto, médio e longo prazo, sendo que a base comparativa é o fluxo de caixa operacional. Por meio dele é possível projetar tanto os próximos 60 ou 90 dias quanto os 2 a 5 anos seguintes.

Fluxo de caixa descontado

Ele é empregado para determinar o valor de uma companhia, portanto, é utilizado em negociações de compra de empresas ou de fusões, por exemplo. Serve para avaliar a média e o prazo do retorno sobre o investimento que pretende ser feito.

2. Faça uma projeção do fluxo de caixa

Deixar a vida levar é algo que só funciona em música, pois do contrário, tudo exige estratégia, planejamento e projeções. São coisas interligadas, sendo a projeção a antecipação de situações futuras que, embora estejam sujeitas à incidentes, podem ser vislumbradas com base em análises prévias e das tendências para o futuro.

A taxa de inadimplência, por exemplo, costuma apresentar números consistentes ao longo do tempo, sobre os quais é possível fazer projeções. A partir dos dados sobre a inadimplência, é possível saber como ela afetará a sua empresa nos próximos meses e criar estratégias para reduzi-la ou para que seja possível a continuidade do negócio apesar dela.

Também é plenamente possível projetar o caixa em relação às despesas fixas, pois são as mais previsíveis. A folha de pagamentos e o aluguel do imóvel comercial em que a empresa está instalada são os exemplos mais notáveis. Outras despesas variáveis, mas que incidem mensalmente, também são projetáveis, a exemplo da conta de telefone, internet, luz e água.

Mas não é apenas com as despesas que a projeção deve ser feita, as entradas também são imprescindíveis para o planejamento do caixa. Ter os ingressos anteriores como base é uma forma de fazer essa projeção, por meio da observação da dinâmica do faturamento.

Para melhor ilustrar, você pode observar o crescimento das receitas ao longo dos meses e quais fatores refletem sobre ela. Por exemplo, alguns setores são beneficiados em períodos de férias escolares, outros registram queda nessas épocas. Algumas datas e feriados também alteram o faturamento de uma empresa, como dia dos namorados, dia dos pais e das mães, páscoa, natal e ano novo.

Tudo o que puder influenciar na projeção deve ser considerado para que ela seja feita da forma mais realista possível. Isso também quer significar que a análise deve ser feita com os pés no chão, intimamente relacionada com aquilo que foi verificado nos meses anteriores e que se vislumbra para o futuro, com metas alcançáveis.

3. Atualize os dados periodicamente

A economia não é tão estável quanto se gostaria, e está ligada a diversos fatores como câmbio, política e conjuntura nacional e internacional. Há também outros riscos que devem ser considerados, relacionados à área de atuação da empresa ou à macroeconomia.

Feitas essas considerações, o que se extrai é que o planejamento do caixa nem sempre se realizará da forma que se projetou, e isso é um tanto quanto natural. Por essa razão, é necessário que se faça a atualização periódica dos dados que constam no planejamento, como forma de mantê-lo atualizado e executável.

De qualquer forma, essa revisão periódica já teria de ser feita, pois o monitoramento deve ser constante. Sempre que possível ou necessário, a administração do negócio deve consultar o planejamento elaborado para saber se ele está sendo seguido e para identificar eventuais desvios.

É por meio de uma base de dados atualizados que será possível traçar novas estratégias para a execução do planejamento ou para a sua adequação, quando algo gerar dificuldades para a sua concretização. A partir dessa atualização, poderão ser adotadas estratégias como o corte de despesas.

Gostou das nossas dicas para o planejamento de caixa? Aproveite e deixe o seu comentário. Conte quais são as suas estratégias para a manutenção da saúde financeira da sua empresa!

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