Matriz de Riscos: o que é e como implantar na empresa? Matriz de Riscos: o que é e como implantar na empresa?
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Matriz de Riscos: o que é e como implantar na empresa?

Empreender é sempre um desafio, e poucos são aqueles que topam essa aventura cheia de riscos. Mas para quem tem coragem e sabe que a razão e a estratégia devem estar à frente da empolgação, as chances de êxito são maiores, especialmente para quem faz uma matriz de riscos para orientar o negócio.

Tendo em vista que a única certeza são os riscos, e que o sucesso depende da forma como eles são encarados, tal medida é imprescindível para quem quer se firmar no mercado. Empresas devem considerar cenários realistas, o que inclui projeções favoráveis e também adversas, de acordo com o segmento no qual ela estiver inserida.

Quer saber o que é e como implantar a matriz de riscos na sua empresa? Continue a sua leitura e saiba mais informações sobre o tema, bem como as vantagens de aderir a esse mecanismo que é adotado por empresas de sucesso em todo o mundo. Confira!

O que é matriz de riscos?

A análise de dados é fundamental em todo e qualquer negócio, pois não se pode empreender apenas contando com a sorte. No caso da matriz de riscos, ela reúne informações relevantes sobre os principais riscos que podem incidir sobre o negócio, e os classifica de acordo com a probabilidade e atenção requerida para afastá-los, o que é feito por meio de controle constante.

A matriz de riscos se presta a identificar e analisar eventos que podem afetar a empresa, pessoas, ambiente, ativos, processos e procedimentos de forma negativa. O objetivo é apresentar de forma detalhada a cenários e situações hipotéticas e a forma que, quando verificadas, impactarão na realidade corporativa.

Em conjunto com o levantamento dos riscos, e influência destes, devem ser apresentadas as ferramentas que a empresa possui para lidar com eles. Afinal, de nada adianta tomar conhecimento dos riscos sem que haja uma forma de mitigar seus efeitos.

Dessa forma, tais programas devem tangenciar e abranger todos os riscos verificáveis, para que sejam evitadas perdas e prejuízos, bem como atender a exigências legais quando for o caso.

Quais são os principais riscos corporativos?

Embora já tenham sido mencionados de forma resumida, faremos a devida exposição nos tópicos abaixo, para que não restem dúvidas sobre quais são.

Risco corporativo

Em sentido amplo, risco corporativo é entendido como os agravos que podem comprometer a missão organizacional, bem como os objetivos corporativos. Ou seja, é um gênero que abrange outras espécies.

Risco estratégico

Diz respeito às influências externas sobre o planejamento do negócio, ou questões internas, como o estabelecimento de estratégias inadequadas. O efeito prático é o não crescimento da empresa, ou mesmo a redução de seu valor de mercado, bem como a ausência de retorno para sócios e acionistas.

Podem ser máculas que atingem a marca, como em ações de marketing desastradas e controversas, ou por falha em produtos e serviços que ganham notoriedade sem a adequada gestão da crise causada. O surgimento de concorrência inesperada também pode ser considerado um risco estratégico.

É comum vermos negócios que prosperam em um primeiro momento, e logo após é copiado em larga escala, sendo que a repercussão gerada diminui logo em seguida e a demanda não é suficiente para que todos que entraram nesse mercado sobrevivam. É o que aconteceu, por exemplo, com as chamadas Paletas Mexicanas. Após ganharem fama, diversas lojas abriram para oferecer o mesmo produto, e as que não fecharam as portas, tiveram que oferecer outros produtos para continuarem.

Nem todo oceano que se mostra azul no início, assim permanecerá. Negócios com cláusulas de barreira maiores, aonde a potencial concorrência terá que se esforçar para ingressar no mercado e competir à altura, são mais seguros nesse aspecto. Mas ainda assim, não estão imunes a esses erros estratégicos.

Risco financeiro

É a probabilidade de perda de valor no mercado, seja por grave crise, com inflação e desvalorização monetária, por exemplo. Além de outras questões que podem reduzir a saúde financeira do negócio, como inadimplência, difícil acesso ao crédito, baixa liquidez e aumento da taxa de juros.

Risco operacional

É o risco de perdas causadas por erros de gestão, seja por imperícia, seja por sabotagem ou má-fé na gestão de processos, recursos humanos, maquinário, e eventos externos provocados por falha humana ou por força da natureza.

Risco cibernético

Relaciona-se aos erros operacionais, mas está ligado diretamente a questões cibernéticas, de tecnologia da informação. O papel foi eliminado da maioria dos procedimentos corporativos, dando espaço ao uso massivo da tecnologia, o que foi bastante benéfico. Mas apesar das incontáveis vantagens, há riscos relacionados ao uso da tecnologia.

Sistemas, mesmo criptografados, estão sujeitos a invasões por hackers, além de falhas humanas que podem torná-lo vulnerável. Por exemplo, dados relevantes sobre o negócio podem ser comprometidos por defeitos em componentes eletrônicos, o que sem o devido backup pode gerar enormes prejuízos e retrabalho.

O vazamento de informações estratégicas, ou sobre clientes, pode enfraquecer a estratégia do negócio e gerar descrédito perante clientes e fornecedores, o que pode ser irreversível de acordo com a área de atuação da empresa.

Eixo de probabilidade

É como é classificada a probabilidade de um risco identificado se verificar na prática. O risco pode ser quase certo, quando é praticamente impossível evitá-lo, e as medidas a serem tomadas são para mitigá-lo. Alta, que é quando, apesar da alta probabilidade, ele pode não se manifestar.

Também pode ser classificado como média, baixa e rara probabilidade, o que não dispensa cuidados e respostas estratégicas caso aconteçam. A matriz de riscos serve justamente para mapear os riscos e, se eles constam dela, não devem ser ignorados.

Eixo do impacto

Trata das consequências para o negócio, quando os riscos vislumbrados se verificarem na prática.

Quando o impacto é gravíssimo, os danos podem ser irreversíveis, cancelar planos e gerar prejuízos que possam até mesmo impedir a continuidade do negócio. Já quando o impacto é grave, os danos são agudos e geram grande insatisfação em clientes e fornecedores, mas pode ser solucionado a médio e longo prazo se feita uma boa estratégia para conter os danos.

O eixo de impacto também classifica como médio, leve e sem impacto. Nesses casos, os danos quando sentidos, são mais tênues, mas recuperáveis no curto e médio prazo.

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