Aprenda agora como fazer gerenciamento de contratos corretamente Aprenda agora como fazer gerenciamento de contratos corretamente
aprendaagoracomofazergerenciamentodecontratoscorretamente

Aprenda agora como fazer gerenciamento de contratos corretamente

O sucesso de um empreendimento depende de muitos fatores e o gerenciamento de contratos está entre os principais. Toda a atividade empresarial é baseada em contratos, o que começa com o estatuto societário, que é o documento no qual consta a relação de sócios, funções dentro da sociedade e participação nas cotas.

Contratos com fornecedores e clientes são outros que demandam muita atenção, pois podem comprometer o fluxo de caixa e o faturamento da empresa. A eficiência deve ser uma busca constante em qualquer negócio, tão importante quanto a lucratividade, sendo que um depende do outro.

Quer saber mais sobre o gerenciamento de contratos e como fazê-lo corretamente? Continue com a sua leitura!

Preparação do contrato

A elaboração de um contrato é um estágio relevante para o gerenciamento de contratos, e quando necessário, vários de seus elementos devem ser devidamente estudados. Isso vale, por exemplo, em relação a um fornecedor. Ter um estoque e suprimento regular evita que falte determinado produto, bem como que ele pereça nas prateleiras, por exemplo.

O prazo para pagamento de determinada mercadoria ou serviço também merece atenção, bem como as datas em que produtos serão entregues e serviços realizados. É preciso enxergar além, afinal, não é raro que conflitos surjam em uma relação contratual. Mitigar os riscos e vislumbrar cenários diversos é indispensável à etapa de elaboração de um contrato.

Blindar as finanças do seu negócio também deve ser um norte na edição dos contratos, para que a continuidade não seja comprometida por oscilações no equilíbrio do contrato, até mesmo, por razões que fujam do controle das partes, como mudanças no mercado.

Evite usar modelos de contratos, que são facilmente encontrados na internet. Todo contrato deve ser elaborado de maneira personalizada, visto que cada cláusula gera reflexos na relação contratual.

Assessoramento jurídico

A disciplina dada pelo código civil ao direito das obrigações é bastante complexa e, por isso, contar com o apoio de uma assessoria jurídica faz toda a diferença. Caso a sua firma não tenha um departamento jurídico, é bastante válido buscar por esse serviço por meio de algum profissional ou escritório de advocacia com experiência na área.

Como toda a sua atividade pode ser comprometida ao assumir obrigações que sejam onerosas demais, ou nas quais não se verifique o equilíbrio contratual, deixar de investir nesse tipo de consultoria pode sair muito mais caro em outro momento.

O que se busca com um contrato é a própria segurança jurídica, deixar de contar com apoio especializado implica em uma contradição para quem preza pela segurança nas suas transações comerciais.

Negociação

A habilidade para negociar é uma característica desejada por todos os empreendedores, e esse diferencial pode ser desenvolvido, e muitos de fato possuem como um dom. Também é possível contratar profissionais especializados nessa tarefa, seja para compor o quadro de funcionários do seu negócio, seja como profissional autônomo.

Essa fase é a que mais influencia na versão final do contrato, portanto, lembre-se de abordar todas as questões relevantes do contrato, desde objeto e preços a cláusulas de resolução da relação contratual. Essa colaboração em tempo real promovida pela negociação deve ser bem registrada, com todas as considerações pertinentes.

Nessa fase, demonstre idoneidade, o que deve ser feito por uma visão justa e equilibrada da relação que se pretende firmar. Ser desrespeitoso com a outra parte, como ao avaliar o seu serviço ou produto com preços ínfimos é um péssimo caminho a se tomar. Haja com transparência e deixe que a outra parte também possa influenciar na negociação, seja receptivo às suas ponderações e entenda as necessidades dela.

Revisão e aprovação

Após transpor o resultado da negociação para o contrato, faz-se necessário remeter o documento para as partes e respectivos responsáveis pela aprovação. Nesse caso, a decisão deve ser do proprietário, a rigor, e em sociedades essa atribuição deve constar do estatuto que a rege.

Se houverem alterações, cada versão deve ser enviadas às partes, até que ambas cheguem a uma versão que contemple os seus interesses.

Com a versão final, vem o momento da assinatura pelas partes, o que merece atenção especial. Pode ser que as partes não possam firmar o contrato presencialmente, e isso faz com que seja necessário se pensar em mecanismos que garantam a integridade da assinatura e das cláusulas que disciplinam o contrato.

Os certificados digitais são mecanismos que possibilitam que o contrato seja firmado em ambiente virtual, por exemplo, sendo os dados do titular criptografados.

Também é recomendável que o documento seja assinado por duas testemunhas, o que confere ao contrato a natureza de título executivo extrajudicial, e no caso de descumprimento, será cabível a execução específica sem a necessidade de se passar por um processo de conhecimento.

Nesse caso, o juiz poderá determinar que uma parte pague à outra, ou cumpra com o que foi acordado, podendo usar de meios coercitivos como a penhora de bens, por exemplo.

Execução

Assinado o contrato, de suas cláusulas decorrem seus efeitos, que estão relacionadas às prestações recíprocas que serão cumpridas pelas partes. Nisso se inclui a entrega de bens, pagamento de mensalidades e parcelas, prestação do serviço para o qual uma parte foi contratada, comparecimento em data e horário previamente convencionado etc.

É nessa parte que surgem os principais conflitos, como o causado por prestações insuficientes, aquém do esperado e especificado no objeto do contrato, além de atrasos diversos, como no pagamento, entrega de coisa ou prestação de serviços. Agir com boa fé, como determina nosso ordenamento, significa não dar margem para esse tipo de acontecimento.

A postura que se espera das partes após a concretização de um negócio é de prestatividade e diligência no cumprimento de suas obrigações. Qualquer parte que se sinta lesada pode e deve utilizar-se dos mecanismos estabelecidos no contrato para a extinção do mesmo, além de buscar a devida reparação judicialmente.

Outra forma de evitar prejuízos é por meio do seguro garantia contratual, que é o produto financeiro que garante o fiel cumprimento de um contrato. É uma ferramenta acessível e indispensável à gestão de contratos.

Agora que você sabe como fazer o gerenciamento de contratos, veja também quais são os 6 cuidados imprescindíveis em licitações!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.