Entenda o que é e como funciona a cobertura de terceiros! Entenda o que é e como funciona a cobertura de terceiros!
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Entenda o que é e como funciona a cobertura de terceiros!

O seguro é uma modalidade contratual destinada a blindar o patrimônio e saúde financeira do contratante, mas também é possível adquirir uma apólice com cobertura de terceiros. Isto é, o seguro também oferecerá proteção a pessoas indeterminadas, caso alguma ação ou omissão do segurado cause dano a elas.

Ele é importante em diversas situações, e faz com que o segurado seja ressarcido em caso de condenação a indenizar terceiros. Dessa forma, tanto em atos da vida civil quando em questões profissionais que envolvam riscos a terceiros, os danos gerados involuntariamente à integridade física ou ao patrimônio alheio não vão gerar agravos para o segurado.

Quer saber mais sobre a cobertura de terceiros? Continue a sua leitura e entenda como funciona e em quais situações ele pode ser útil para você. Confira!

Como funciona a cobertura de terceiros?

Possuir uma cobertura de terceiros não é uma carta branca para a irresponsabilidade do segurado, e sim uma forma de se proteger contra danos causados involuntariamente a terceiros. Tampouco é permitido ao segurado agravar os riscos por pensar estar plenamente protegido.

Os cuidados devem ser tomados igual seriam caso não houvesse a cobertura, pois se verificado dolo ou imperícia, pode ser excluída a obrigação da seguradora em indenizar o segurado.

Também deve se ter em mente que essa cobertura é feita de forma complementar a outras coberturas, ou seja, o segurado deve contratar esse tipo de proteção para que ela faça parte de seu contrato. As coberturas da apólice são tão somente aquelas que constam desse documento, sendo que qualquer dano que não se relacione à proteção contratada não será indenizada.

Portanto, o contratante deve fazer uma análise minuciosa sobre os riscos aos quais está sujeito, seja no mero exercício dos atos de sua vida civil, seja em relação aos riscos inerentes ao exercício de sua profissão.

Quais as principais coberturas?

Diversos danos podem ser causados a terceiros, o que, a rigor, vai gerar o dever de indenizá-lo mesmo que após um longo, cansativo e oneroso processo judicial.

Danos materiais

Essa é uma das principais coberturas de terceiros, até mesmo por ser difícil de prever a extensão do dano e o valor do bem atingido. Por exemplo, pode ser que o dono de um carro popular colida com um veículo de luxo, cuja mão de obra e peças para o conserto sejam extremamente caras. Nesse caso, mesmo que o conserto do seu veículo seja mais barato e possua cobertura, sem a proteção a terceiros, o gasto gerado certamente seria impossível de ser arcado pelo segurado.

Mas é importante ficar atento ao valor coberto pela apólice, pois aquilo que extrapolá-lo, deverá ser pago pelo causador do acidente. Uma cobertura de baixo valor pode ser insuficiente para reparar o sinistro no carro do próprio segurado, e principalmente os danos causados ao carro de terceiros.

Em obras ele também é fundamental, pois a construção civil pode gerar danos a terceiros com facilidade. Por exemplo, parte de uma obra que se solta e cai em terreno de terceiros, gerando danos sobre bens que lá se encontrem, será de responsabilidade do dono da obra.

Pode ser que um tijolo caia sobre um carro, e nesse caso, o dano deverá ser indenizado. Por esse motivo, todos os riscos de danos materiais a terceiros devem ser avaliados, para que não se contrate uma proteção insuficiente.

Danos à integridade física

Todo dano pode ser dimensionado, e de acordo com a sua extensão, será indenizado na medida do prejuízo causado. Danos pessoais ou corporais devem estar dentre as coberturas de terceiros, pois no exemplo do acidente de trânsito, também podem ser geradas lesões de maior ou menor gravidade.

Ao menos os gastos hospitalares, com medicamentos, internações e até mesmo despesas funerais devem constar da apólice, para que o segurado não tenha que arcar com tudo integralmente. A apólice nesse caso cobre danos corporais não apenas sobre outros condutores ou passageiros, mas também ciclistas e pedestres, que porventura sejam atingidos.

O mesmo vale em relação ao já mencionado exemplo da construção civil, cujos riscos à integridade física são maiores que os riscos de danos materiais. Isso abarca danos causados aos trabalhadores, vizinhos da obra e também transeuntes que passam pelas proximidades.

Danos morais

Esses acidentes também podem gerar danos morais, o que pode ser cobrado junto aos demais tipos de danos, o que aumentaria o valor da indenização. Então para cobrir esses valores, a apólice também deve oferecer cobertura contra esse tipo de dano, seja por força de condenação judicial ou por acordo via autocomposição.

É possível cobrir a responsabilidade profissional?

Mesmo décadas de experiência não tornam um profissional imune a falhas no exercício de sua profissão. Isso é mais grave em relação a profissionais da área de saúde, advocacia e financeira, pois os prejuízos causados podem ser gigantescos. Um médico que por um erro de procedimento causa a morte de um paciente terá que desembolsar uma gorda indenização, e dependendo do valor da causa, um advogado que perde um prazo também terá.

Isso também vale para um engenheiro que coloca a sua assinatura em uma obra, e por erros de cálculos e de materiais usados, a vê criar rachaduras ou mesmo desmoronar. Tudo o que envolve o seu nome e a sua responsabilidade civil deve contar com a cobertura de terceiros, ainda que a cobertura jamais seja acionada, o que é o cenário ideal para segurado, seguradora e terceiros.

Como acionar a seguradora?

A partir do momento em que se verifica a sua culpa, por uma ação ou omissão, por autodeclaração ou condenação, deverá ser acionada a seguradora. Isso não quer dizer que automaticamente você e o terceiro serão indenizados, pois ela usará meios próprios para saber de quem foi a responsabilidade pelo dano.

Por exemplo, se a culpa for exclusiva da vítima, haverá uma excludente sobre a obrigação de indenizá-la. Se você que for a vítima, caberá à seguradora do causador lhe indenizar, ou ele mesmo terá que fazê-lo caso não conte com uma.

Também é importante lembrar que a cobertura de terceiros não extrapolará o valor que consta da apólice, e quando for insuficiente para cobrir o dano causado, caberá ao causador complementar a indenização.

Agora que você sabe como funciona a cobertura de terceiros, que tal saber mais sobre o seguro de responsabilidade profissional? Leia este artigo e tire todas as suas dúvidas!

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